Cultura

 

 

A Capital Valletta

 Valletta tem 320 monumentos que fazem da cidade um dos locais de maior densidade histórica do mundo e foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1980.

A “Republic Street” é a rua principal de Valletta, onde se encontram várias lojas de souvenirs e de vestuário. Outro lugar que vale a pena conhecer é o Malta Experience, um espaço cultural com museu, teatro, café, apresentação do vídeo histórico de Malta, que relata os 7.000 anos de história da Ilha.


 

A maioria das ruas em Valletta são bem estreitas e com prédios antigos por todos os lados, sempre em tons “pastéis”, amarelos e beges, com os famosos balconies de madeira.

 

 


    


Se você curte cidades históricas, com relatos de guerras, cavaleiros medievais, túneis, igrejas antigas, disparo de canhões, museus, então, vai amar Valletta.


 

Existem alguns passeios que permitem conhecer mais sobre a história deste período, como a Casa Rocca Piccola, que faz um tour pela tradicional casa maltesa e seu esconderijo subterrâneo.

 


 

Patrimônios históricos da humanidadeHipogeu de Hal Safliene, nos arredores de Paola. Descoberta em 1902, O Hypogeum foi construído há mais de 5.000 anos para ser um santuário.

 

 



Cidade de Valletta.

 

Templos Megalíticos, nos arredores de Victória. Os especialistas na pré-história consideram estes templos em Malta como “os mais antigos monumentos eretos do mundo”.

           


Um pouquinho de História

Malta foi disputada e dominada desde antes de Cristo até o século XX por fenícios, romanos, árabes, normandos e espanhóis.

Os nobres da Ordem de St. John ( Organização Internacional Católica),  tomaram a Ilha em 1.530, após a primeira cruzada, e permaneceram no território por três séculos, exercendo funções militares e de caridade e dando alento aos peregrinos. A eles se deve o formato de oito pontas da bandeira do país, representando suas diversas nacionalidades. Em 1798 foram expulsos pelos franceses de Napoleão Bonaparte e em 1.800 a Grã-Bretanha tomou seu controle.

Cada um desses povos deixou traços fortes de arte e cultura. Os árabes, por exemplo, influenciaram na língua e arquitetura maltesa e os ingleses, deixarem como herança a língua inglesa (segunda mais falada na ilha), as cabines telefônicas vermelhas e a direção invertida dos carros.

 

 

Durante a Segunda Guerra Mundial, Malta foi um dos países mais bombardeados pela Alemanha e Itália. Em 1964, se tornou um país independente e em 1974 uma república, com uma democracia parlamentar. Passou a fazer parte da União Europeia a 1 de Maio de 2004, tornando o Euro a moeda do país.

No início do século, o apóstolo São Paulo naufragou em Malta, quando se dirigia de Cesárea a Roma. É a este apóstolo que se deve a religiosidade católica de Malta. Podemos encontrar 366 igrejas e a cada dia do ano é comemorado o aniversário de um Santo.

 


Geografia

Malta tem ao todo 316 km². Não existem rios nem montanhas. Os campos situados nas ladeiras das colinas e dispostos em forma de terraços, separados por muros, constituem a marca característica de paisagem da ilha.

A população atual de Malta é de 400 mil habitantes e chega a dobrar no verão.

 


Economia

 O turismo é a atividade econômica principal, mas há também um crescimento do setor de serviços. A agricultura é a principal ocupação de Malta. Em torno de 40% da terra é cultivada, mas por causa da densidade da população é necessária a importação de alimentos. Os manufaturados mais importantes são: alimentação industrializada, tecidos e confecções, móveis e artefatos de madeira, equipamento de transporte e maquinário.

 

Malta produz somente 20% das suas necessidades de alimentação, tem abastecimento limitado de água potável e não tem recursos naturais de energia. Portanto, a economia é altamente dependente do comércio e dos serviços exteriores.


A gastronomia maltesa:

Os pratos típicos malteses contêm peixe, coelho ou até mesmo carne de cavalo. O polvo é usado para fazer molhos para massas. O alho, as especiarias e o azeite de oliva são bem populares e há também muita influência da cozinha italiana.

Na cidade de Marsaxlokk, que fica ao Sul da Ilha, todo domingo, acontece a feira, que vende de tudo, mas especialmente, peixes e frutos do mar. Sendo o maior centro pesqueiro de Malta, muitos restaurantes no cais oferecem peixe em seu cardápio.


As bebidas mais consumidas são a cerveja e os vinhos malteses, que são muito bons, principalmente os brancos. Devido a pouca extensão da área rural, a uva é plantada em Malta e o vinho é industrializado e engarrafado na Sicília.

Os restaurantes típicos têm estilo de cantina italiana, são todos decorados com objetos da cultura maltesa. Quase todos os restaurantes malteses são empresas familiares. Poderá também apreciar a apresentação da dança típica e de violeiros malteses.


Um dos restaurantes típicos mais famosos, se localiza na cidade de Mosta, chama-se Ta’Marija


Aqui vão algumas dicas de culinárias maltesas para você provar:

Fenek – coelho-frito em molho de vinho.

Lampuki – peixe muito comum.

Timpana – pastel de macarrão, ovo, carne e queijo.

Hobz biz-zejt – um pão negro recheado com atum, tomate seco, alcaparra e manjericão.

Bragioli –  prato condimentado de carne e azeitonas.

Aljotta – sopa de peixe.

Torta Tal-Lampuki – torta de peixe também muito apreciada.

Soppa ta’l-arma – sopa de vegetais, também conhecida por “sopa da viúva”.


 

 

Pastizzi – snacks feitos de massa folhada recheada com ricota e purê de ervilhas.

 

 


 

Fenkata – coelho-frito com batatas, cebolas e ervilhas estufadas em vinho.

 

 


 

 

Kannoli – Tubinhos de massa frita com ricota doce.

 

 


 

Qagħaq tal-Għasel – Anéis de mel, é feito com uma mistura de marmelada, açucar, limão, laranja, mix de pimentas, canela e ba
unilha. É um doce tradicional, datado do século XV e muito difícil de ser preparado! O melhor local para prová-lo é o Caffe Cordina em Valletta.

 

 


Foto de abertura: Gianluca Barbanera

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *